URNAS PODEM SER FRAUDADAS, ADMITE O PRÓPRIO TSE

O presidente Jair Bolsonaro apresentou hoje um documento, emitido pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral, que parece comprovar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas. Nele, consta o inquérito instaurado em 2018 pelo Delegado de Polícia Federal Victor Neves Feitosa Campos, por suposta invasão de dados sigilosos daquele tribunal.

Consta, também, o pedido da então presidente do TSE, Ministra Rosa Weber, ao diretor-geral da Polícia Federal Rogério Augusto Viana Galloro, por medidas administrativas de polícia judiciária pertinentes.

No documento, também se encontra um e-mail do jornalista Felipe Payão, que encaminha a uma funcionária do setor de imprensa do TRE de São Paulo, documentos e imagens de suposta invasão do sistema GEDAI (Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica) e outras informações sigilosas referentes a processos do TSE. Anexo, há também um texto do próprio invasor, descoberto pelo jornalista, dizendo:

“Devido a falhas/vulnerabilidades de aplicações desenvolvidas pelo proprio TSE, acabei obtendo acesso remoto a um dos equipamentos ligados à rede. Dessa forma, tive acesso à rede interna (intranet) e, por vários meses, fiquei explorando a rede, inclusive entrando em diversas máquinas diferentes do TSE, em busca de compreender o funcionamento do sistemas de votação. Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e, até mesmo, credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos) e diversos técnicos, alguns sendo ligados à alta cupula de TI do TSE e ao pai das urnas (Giuseppe Janino). Passadas algumas semanas em que estive utilizando os equipamentos de rede do TSE, notei, via e-mails dos técnicos da STI, que os mesmos notaram tráfego suspeito (por terem sido utilizados programas de scan na rede). Fizeram uma perícia para detalhar como o invasor conseguiu obter acesso ilegal à rede mas, mesmo com todos estes procedimentos de seguranga que dotaram, incluindo a alteração de senhas de todas as contas, acabou não sendo suficiente para interromper meu acesso aos e-mails, nem tampouco à rede interna. Notei que, em 07/09 (data de execução do pleito eleitoral de 2018), os técnicos cortaram acesso ao VPN (nota do autor: sigla em inglês para Rede Privada Virtual) e ao Correio, talvez para justificar que as urnas não possuem conexão com a internet, mas isso não é bem assim. Qualquer cidadão com conexão à internet e conhecimento para tal (exemplo: controle remoto de qualquer servidor que dispõe de conexão à internet/intranet), poderia ser utilizado (sic) para manipulação de aplicações”.

O laudo da Polícia Federal, que também consta do documento, comprova que houve invasão em várias máquinas do TSE no ano de 2018 e que o invasor teve, inclusive, acesso à senha de um dos ministros do tribunal.

O senador Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, publicou há pouco em suas redes sociais que está preparando a peça para abrir uma CPI das urnas eletrônicas.

André Paschoal é médico e escritor.

2 comentários

  1. Avatar de Alexandre Bolzani Alexandre Bolzani disse:

    Isto demonstra a Canalhice dos membros do TSE. Barroso e outros comparsas deviam ser processados por crime de Lesa Pátria.

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